25 de fev de 2011

Sim! Olhos.



Eu olho rostos simpáticos
Mas não vejo simpatia nos olhos.
Em uma peça de vários três atos
E isso o convence, convence e vence.

Olhos simpáticos.
Olhar simpático.

Eu me movimento numa velocidade
Em que os corredores parecem parados.
Se tudo que você quer é cumplicidade
Eu estava lá em todos seus atos.

Olhos simpáticos.
Olhar simpático.

Escondendo-me para que me veja
Tudo que quero é agora.
Se quiser parar, que assim seja
E eu continuarei correndo.

Sim! Com olhos
Para te olho.

É apenas o fim
É só o começo
A primeira e única coisa que peço
Não quero que acredite só que confie em mim.

Olhos simpáticos.
Olhar simpático.

Não sei o que fiz
Para ele pensar que somos íntimos.
Mas de um absoluto estranho
Ele passou para estranho conselheiro

E os olhos simpáticos
Continuam simpáticos.

E eu acordo de um sono profundo
Mas não me olho no espelho.
Só vai me fazer lembrar
Eu só. Da rima que acabou há tempos.

Olhos simpáticos.
Olhos simpáticos.

Eu olho rostos simpáticos,
Mas não vejo olhos simpáticos.
Ninguém mais o tem.

A única pessoa que tem
Esta parada.
Enquanto eu continuo correndo.

Não existem olhos simpáticos.
Olhos simpáticos...
Só os seus.




3 comentários:

  1. "Olhos simpáticos...
    Só os seus"

    Aaah, que belas palavras, que palavras belas!
    Parabéns Moço, amei o texto *--*

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