5 de nov de 2010

Por conta própria

Em dia onde tudo parecia mais calmo, onde todos pareciam mais felizes. Sobre nossas cabeças havia um céu cinza e branco, sob nossos pés pequenas poças de uma água cristalina, às vezes eu só quero que tudo fique mais devagar. Foi então nesse dia que fechei meus olhos e quando os abri não estava mais em dia chuvoso, mas sim em um lugar onde nada era errado e nada era certo, nenhuma ordem ou lei se aplicava, nem mesmo a gravidade.
Nesse mundo ortogonal eu vi escadas para o céu, todas com nomes, mas nenhuma com o meu. Mas se tudo começou em um simples movimento de pestanas, talvez outra piscada eu encontre a minha. Então eu o fiz e quando abri-os vi cores nunca dantes vistas, formas e pessoas inimagináveis até aquele momento. Vi tudo, menos o que queria ver, pessoas conversam sem falar tentando entender o que podem. E eu ali com receio de fechar os olhos e aparecer em outro lugar paralelo tentando chegar a um tipo de controle.
Foi daí que olhei pra trás e pela primeira, e talvez a única, vez que vi o infinito. E meu infinito era branco, tão branco que nem mesmo a escuridão o deixava menos claro e de tão surpreso voltei a olhar para frente e não mais existia aquelas cores, formas e pessoas. Apenas um infinito reluzente e um ponto azul no que parecia ser o final, que foi chegando cada vez mais perto de mim.
Nesse ponto havia letras reviradas, que quando coloquei em ordem formava meu nome, ao colocar a última letra foi surgindo degraus transparentes que me levavam ao meu mundo separado. Cada passo que eu dava em minha mente surgia lembranças boas de tempos mais simples.
Faltava apenas 6 degraus então ouvi uma musica, no meu céu tocava Strawberry Swing, em simples momento de alegria eu pisquei. Eram 6:45 lá fora a chuva caia e o meu despertador tocava uma musica angelical que me convidava pra contemplar mais um dia e acordar daquele sonho bom, apenas mais um sonho bom.
Mas aqui eu deito por conta própria em um céu separado

3 comentários:

  1. *-*
    um dia tu ainda vai escrever um livro
    adorei jerllitos

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  2. A pessoa adora uma coisa que mau leu, como pode isso? KKKk
    Obrigado Nadinha.

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